" Problemas não são obstáculos, mas oportunidades ímpares de superação e evolução."



segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Professor o eixo principal na educação

          Quando falamos em educação sempre concluímos com a visão de que o professor é o eixo principal de todas as situações vivenciadas dentro do ensino, resumidamente, podemos dizer que ele é o caminho para o sucesso escolar???
         O professor não é importante só pelo conteúdo que trabalha ou a maneira como trabalha com seus alunos, o professor é importante porque, muitas vezes, é a única pessoa que conhece seu aluno, seus problemas, suas dificuldades,etc. O professor é capaz de  observar todos, um a um e organizar estratégias para que todos compreendam a matéria. O professor não é um rei, um super-herói, ele é um ser humano, possui uma vida como todos nós, com problemas, sentimentos, medos, enfim, trás consigo uma bagagem de vivências que podem ou não interferir no desenvolvimento de seu trabalho.
          A educação inclusiva mexe com nossos professores, uns por serem muito sensíveis e se preocuparem com a aprendizagem e desenvolvimento destas crianças portadoras de necessidades especias(PNEs), outros por medo de lidar com o novo, outros por comodidade, etc. Não devemos culpar nossos educadores, pois a inclusão, assim como muitas outras mudanças na educação brasileira caiu como uma bomba dentro do sistema de ensino, isso porque estas vem repletas de propostas, porém sem nenhuma base. A base a que me refiro seriam seminários, cursos,etc relacionados à toda esta diversidade que vem acontecendo na educação, um  suporte e/ou podemos chamar também de preparação para que os professores tenham, ao menos, uma noção do que precisa ser feito.
            Vemos também que muitos de nossos educadores tentam, de todas as maneiras, lutar para que a educação inclusiva realmente aconteça na escola regular, porém não depende somente dele,e sim de uma série de fatores que influenciam e ajudariam neste trabalho, como por exemplo a disponibilização de materiais específicos para este tipo de atividade diversificada e o apoio da sala de recursos no turno inverso. 
               As preocupações são várias e não só pela parte do educador, mas da família que não está vendo a progressão da aprendizagem em seus filhos PNE. É importante sim que estas crianças convivam com outras ditas "normais", mas também não podemos deixar de lado a aprendizagem, pois esta será tão relevante quanto a socialização do aluno PNE.
           O educador não é um super-herói, mas torna-se o eixo de maior importância no sistema educacional pois ele, muitas vezes sozinho, é responsável pelos resultados positivos na educação e por ser ele o mediador destes resultados devemos nos preocupar para que tenham suporte para enfrentar todas estas mudanças. O professor não é contra a diversidade, mas é contra a falta de informação e de condições para que as mudanças ocorram.


          A educação inclusiva é uma batalha que ainda deve ser estudada e discutida, é uma batalha que ainda não está vencida.

Justificativa

Devido algumas mudanças fiquei afastada do blog, mas tentarei, na medida do possível continuar acrescentando experiências, dúvidas e opiniões à respeito da educação inclusiva, visando sempre a qualidade do ensino e do aprendizado de nossos alunos.


quarta-feira, 16 de março de 2011

A importância das salas de apoio pedagógico como fator contribuinte para a aprendizagem significativa na educação especial

As salas de apoio pedagógico (SAPs) são salas criadas para atender com mais eficácia as necessidades do aluno especial, pois nestas é trabalhado diretamente com o aluno.
Segundo Onofre (2009) “incluir não se restringe apenas na inserção do educando com necessidades especiais no ensino regular, sem acompanhamento específico.”
A  SAPs tornam-se importantes devido  o  aluno portador de necessidades especiais (PNE) necessitar, muitas  vezes  de um atendimento especializado. Esse atendimento é fundamental para que estas crianças consigam acompanhar e participar nas classes regulares. Por ser um atendimento mais direto, faz com que os alunos entendam melhor o conteúdo facilitando o entendimento do mesmo e colaborando para que este passe a participar ativamente das aulas. Essas atividades nas salas de apoio devem ser aplicadas ao inverso do turno em que o aluno estuda, para que não haja o desvio do objetivo principal da inclusão que é a convivência social, a integração.
A escola deverá dispor também de recursos diferenciados que supram as necessidades de cada aluno, possibilitando o acesso e a aprendizagem do alunado especial na escola regular.
Outro fator que implica na aprendizagem do aluno portador de necessidades especiais é o currículo do professor, que deve possuir formação adequada para o trabalho que irá exercer buscando sempre informações e experiências relacionadas a educação especial e inclusiva, tendo  sempre em  mente obter resultados  positivos.  Além da formação o professor deve ter interesse e comprometimento com seus alunos, sejam eles portadores de necessidades especiais ou não. A função do professor será sempre a mesma, ENSINAR.
A aprendizagem do aluno PNE não pode e não deve ficar em segundo plano, caso isso aconteça  não valerá de nada a lei da inclusão, embora esta sirva para que o aluno aprenda a conviver em sociedade, de maneira  nenhuma podemos deixar de lado a aprendizagem do alunado.

           As salas de apoio vieram para contribuir na aprendizagem e evolução do aluno em salas regulares, de modo que este não se sinta inferior aos outros, mas passe a participar ativamente das aulas realizadas em classes regulares.

terça-feira, 15 de março de 2011

A origem da educação inclusiva

         A educação  inclusiva deu-se  inicio nos  Estados Unidos, quando  um  grupo de pais mobilizou-se para exigir que seus  filhos passassem  a participar de escolas regulares, dando a estes  o  direito de  conviver  e participar das mesmas atividades oferecidas as outras  crianças.

          Após este  primeiro  passo, houveram  muitas outras  movimentações, que  seriam  futuramente  fundamentais para o desenvolvimento  da educação  especial na rede regular de ensino. Como exemplo temos: A conferência mundial sobre necessidades  educativas especiais realizada em no ano de 1994 em Barcelona, tendo como pauta o acesso e a qualidade na educação inclusiva;  Movimento mundial pela  inclusão, realizado em 1999 na Tailândia.
               
        A  politica nacional de educação especial inicia  ancorada pela  lei 5692/71  nos coloca ao lado de todos avanços promovidos mundialmente em termos de educação especial. O  Brasil sofreu forte  influência dos  países americanos e europeus, estes serviram de apoio para  a busca da educação inclusiva no Brasil.  Em 1974 com a criação do centro nacional de educação especial do mec foi  modificado o nome educação de excepcionais para  educação especial.

       A evolução da educação inclusiva no Brasil pode ser comprovada através dos dados do Censo Escolar/INEP onde consta  o aumento de crianças portadoras de necessidades especiais  matriculadas  na rede  de ensino regular.

         
         A lei 9394/96 garante o atendimento especializado gratuito a criança PNE.
        A declaração de salamanca, 1994 esclarece dúvidas e expõe experiências  na área da educação especial, orientando aos  professores  interessado e informando  os direitos e deveres tanto do alunado quanto dos pais, escola e  governo, deixando  claro que a  escola tem  a  obrigação de  acolher todas crianças independente de  raça, cor ou nivel  social.

          Apesar de ainda estarmos  num processo de adaptação com relação a  educação  especial e inclusiva, é importante ressaltar que esta  veio  para acrescentar a rede educacional de ensino, e suas  mudanças  trarão grandes benefícios,  uma vez que estas crianças passam a  participar ativamente da sociedade da qual  fazem parte, consequentemente desta  convivência, surgirá a diminuiçãodo preconceito.


         
Legislação que regulamenta a educação especial no Brasil
  • Constituição Federal de 1988 - Educação Especial
  • Lei nº 9394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDBN
  • Lei nº 9394/96 – LDBN - Educação Especial
  • Lei nº 8069/90 - Estatuto da Criança e do Adolescente - Educação Especial
  • Lei nº 8069/90 - Estatuto da Criança e do Adolescente
  • Lei nº 8859/94 - Estágio
  • Lei nº 10.098/94 - Acessibilidade
  • Lei nº 10.436/02 - Libras
  • Lei nº 7.853/89 - CORDE - Apoio às pessoas portadoras de deficiência
  • Lei n.º 8.899, de 29 de junho de 1994 - Passe Livre
  • Lei nº 9424 de 24 de dezembro de 1996 - FUNDEF
  • Lei nº 10.845, de 5 de março de 2004 - Programa de Complementação ao Atendimento Educacional Especializado às Pessoas Portadoras de Deficiência
  • Lei nº 10.216 de 4 de junho de 2001 - Direitos e proteção às pessoas acometidas de transtorno mental
  • Plano Nacional de Educação - Educação Especial